Fotografo: Reprodução
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A presença de hippies na Vila Balneária havia sido proibida pela Prefeitura

Uma cena inusitada praticada por um hippie chamou atenção de dezenas de veranistas, na noite de sábado, 03, na Vila Balneária de Alter do Chão, distante 37 quilômetros de Santarém, oeste do Pará. Segundo os veranistas, um homem, aparentando ser estrangeiro, acendeu um cigarro de maconha e, como se fosse a coisa mais natural do mundo fumou o "tarugo" na frente das pessoas, na Praça 7 de Setembro.
De acordo com um morador, virou rotina o consumo de drogas por hippies, em ruas e praças de Alter do Chão, a qualquer hora do dia ou da noite. Ele conta o drama vivido por uma família, no último fim de semana, no balneário mais famoso do Pará.
“Os hippies voltaram a tomar conta das ruas e praças de Alter do Chão. No sábado à noite, uma família foi a um bar e, quando notaram, um hippie começou a fazer um cigarro de maconha na frente deles. Depois, ele saiu fumando o "tarugo" pela praça. Muitas pessoas constatam isso quando vão a Alter do Chão. Precisamos de mais segurança aqui”, declarou o morador.
A situação é tão extrema, segundo o morador, que ele faz um apelo diretamente à Prefeitura de Santarém, através de seus setores competentes, para que tome medidas urgentes a fim de retirar da Vila de Alter do Chão, conhecida mundialmente como o “Caribe da Amazônia”, um grande número de hippies, que estão tomando conta de todos os espaços, para espanto e temor dos visitantes, donos de hotéis e comerciantes locais. 
O morador ressalta que respeita todas as formas de vida e, que todos tem que ter seu espaço, mas garante que Alter do Chão está se tornando um centro consumidor de drogas, em função da presença dos hippies. “A presença dos hippies em Alter do Chão é um problema sério que precisa ser enfrentado pelas autoridades, além de ser um desafio, as autoridades devem conseguir um local para aquelas pessoas, para que elas possam deixar o centro da Vila Balneária limpo e desobstruído e as pessoas posam ter o direito de ir e vir com suas famílias e assim, desfrutar das belezas de Alter do Chão”, analisou. 
Apesar da proibição feita em novembro de 2019 pela Prefeitura de Santarém, em reunião que contou com a participação de comerciantes e Polícia Militar, com relação à presença de hippies na Praça 7 de Setembro, em Alter do Chão, e mesmo com a pandemia da Covid-19, os hippies voltaram a frequentar vários pontos da vila Balneária. Essa determinação atendeu ao anseio dos comunitários de Alter do Chão, que não estavam suportando mais esse abuso praticado pelos hippies, que estavam usando drogas e consumindo bebidas alcoolicas na frente de turistas e visitantes da Vila, ao mesmo tempo causavam confusões. Segundo os comunitários, a grande quantidade de hippies afeta a imagem do balneário mais famoso do Pará à visitantes de outras regiões do Brasil e turistas estrangeiros.
"Me deu vontade de bater no hippie, pois estava com meus filhos no local. O que mais achei estranho é que não vi a presença da Polícia na praça, que estava lotada de gente. Isso não pode acontecer, pois serve de mal exemplo para nossos filhos. Que esses hippies usem essa droga em um local isolado, não na presença das pessoas, principamente de crianças. Vou pensar direito se ainda volto a frequentar esse balneário, que é bonito, mas precisa de fiscalização", disse um turista bastante revoltado com a cena que presenciou na noite de sábado (03).
MOVIMENTO HIPPIE
O movimento hippie surgiu na cidade de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos, na década de 60. Os hippies pregavam o amor livre, o respeito à natureza, ao pacifismo e à uma vida mais simples, sem preocupações consumistas. Igualmente, utilizavam o consumo de drogas a fim de abrir a mente e serem mais criativos. Além disso, hippie também serve para descrever um indivíduo que segue este movimento.
Por: Manoel Cardoso
Fonte: Portal Santarém