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Santarém(PA), Sábado, 12 de Junho de 2021 - 10:44
11/06/2021 as 12:45 | Por Redação | 253
Casais superam distâncias e desafios para viverem romances que nasceram na Amazônia
Amores que inspiram e se renovam
Fotografo: Reprodução
Fabrícia, Yanto e os filhos Pedro e José Luís

Neste sábado (12), Dia dos Namorados, vamos conhecer duas histórias de amor que nasceram e amadureceram em períodos distintos de um grande projeto mineral, que é desenvolvido no distrito de Porto Trombetas, município de Oriximiná, em pleno coração da Amazônia. Uma delas começou em 1986 entre um jovem casal de amigos, que se conheceu neste distrito e quase foi interrompida quando o rapaz precisava retornar para Belém (PA). A “carta na manga” para mudar o destino deles foi um pedido de casamento. “Depois de passar seis meses como estagiário técnico da área Eletrônica na mina da Mineração Rio do Norte (MRN), eu precisava voltar para Belém porque não tinha oportunidade para ser contratado na época. Como eu já gostava muito da Rose, eu a pedi em casamento porque, com esse compromisso, eu poderia voltar para ficar com ela em Porto Trombetas”, declara Ney Demétrio, 54 anos. 

Alguns anos depois, a professora Rose Demétrio, 52 anos, e Ney retornariam casados e com a filha Loyana, hoje com 33 anos, para Porto Trombetas, onde vivem até hoje. Esse romance estava mesmo destinado a acontecer porque Ney nasceu em Tucuruí (PA), foi para Belém com seus pais quando tinha 5 anos e lá ficou até os 19 anos, quando surgiu a oportunidade de estágio na MRN, em Porto Trombetas. Eles se conheceram durante encontros com amigos em espaços de lazer, jogos no ginásio do distrito e em festas de aniversário. Começou como amizade, cresceu e virou uma persistente história de amor. “Sempre que a gente se encontrava em aniversários, conversávamos e nossa amizade foi aumentando até começarmos a namorar. Me apresentei aos familiares dela e a pedi em namoro”, conta Ney. 

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Depois de seis meses, surgiu o dilema da possível separação do casal com a volta de Ney para Belém. Mas a persistência dele e de Rose foi maior que a resistência dos pais dela que, inicialmente, não aprovavam o pedido de casamento porque os dois eram muito jovens. “Ela levou a proposta para os pais dela, que achavam que o casamento não poderia acontecer porque ela tinha 18 anos e eu 19 para 20 anos. Mas, faltando um mês para eu ir embora, nós conseguimos ficar noivos”, lembra. 

Quando Ney retornou para Belém, em 1987, recebeu uma oportunidade para trabalhar em um projeto mineral na Serra de Carajás, que viabilizou o sonho do casamento e de morar juntos. “Consegui um emprego em uma grande mineradora, na Serra de Carajás. Chamei a Rose para ir comigo e passamos dois anos e meio lá, onde também nasceu nossa filha Loyana”, conta. Em 1989, quando o casal e a filha estavam de férias em Porto Trombetas, mais uma agradável surpresa: uma nova e promissora oportunidade na MRN. “Surgiram várias vagas, fiz entrevistas e consegui uma vaga como técnico em Eletrônica na área de beneficiamento de minérios, onde passei 8 anos. Depois, em 1998, fui promovido como assistente de Engenharia e depois fui promovido para gerente Técnico de Mina, onde trabalhei 27 anos. Em 2016, fui convidado para assumir como gerente técnico de Manutenção da Usina de Geração do Porto da MRN. Agradeço muito a empresa, porque ela acredita muito nos empregados, incentiva a ser criativo e participativo para crescer bastante aqui dentro”, comenta Ney. Paralelamente, Rose trilhou sua evolução de carreira como professora e gestora de uma escola em Porto Trombetas. 

A construção planejada de suas trajetórias profissionais em projetos minerais e na educação proporcionou o bem-estar da família diante de eventuais desafios imprevistos, superados neste inspirador relacionamento, que soma 35 anos. “Em 2015, a Rose teve um AVC e passamos por momentos muito delicados. Ela esteve internada por longos dias, perdeu, temporariamente, a memória e o mais complicado para a gente foi quando ela perdeu os movimentos e ficou sem andar. Foi uma das maiores provações que já passamos. Mas estivemos juntos em sintonia e, com muita fé, vencemos. Hoje, mais do que nunca, procuramos administrar nossas vidas pessoais e profissionais com muita garra e de forma independente. Durante o nosso horário de expediente, focamos no trabalho. Em casa, buscamos nos divertir. Nós gostamos de aproveitar o que a vida oferece de melhor. Desde que chegamos aqui, tivemos maior estabilidade e conquistamos muitas coisas. Já viajamos por muitos lugares e países, passamos por altos e baixos, mas guardamos os momentos felizes e convertemos os desafios em coisas boas. Aqui, podemos planejar nosso bem-estar para o presente e o futuro”, relata. 

Para garantir a longevidade do relacionamento, Ney cita a gratidão pela garra e dedicação da esposa Rose. “Por me acompanhar e estar sempre do meu lado para conquistarmos tudo o que temos. Espero que a gente consiga passar muitos anos juntos, sorrindo e compartilhando saúde e felicidade”, assinala. Para Rose, o amor e a responsabilidade com o compromisso assumido antes dos dois começarem mesmo a vida profissional fez toda a diferença. “Éramos jovens, mas tínhamos muita responsabilidade. O segredo para um casamento tão duradouro é companheirismo, respeito, parceria e muito amor”, acredita. 

 

AMIZADE E AFETO MARCAM RELACIONAMENTOS EM PORTO TROMBETAS 

A intensa convivência de amizade e afeto que é compartilhada pelas pessoas que vivem em Porto Trombetas foi determinante para aproximar o casal Fabrícia, 41, e Yanto Araújo, 47, que, em 2004, se conheceram durante eventos sociais com amigos em comum e, depois de três meses de namoro, decidiram já planejar o casamento. 

Na época, Fabrícia, que é de Belém (PA), trabalhava como trainee na área de Compras da MRN, e Yanto, de Belo Horizonte (MG), trabalhava como gerente regional de uma empresa de Facilities, que prestava serviços para a MRN. “A convivência em Trombetas é sempre intensa com amigos porque, geralmente, os familiares moram em outras cidades. Então, nos finais de semana estávamos sempre juntos. Assim, o namoro rápido virou uma relação intensa, que amadureceu. Foram 3 meses de namoro e depois ficamos juntos, moramos juntos e casamos”, relata Fabrícia. 

            De trainee, Fabrícia construiu carreira como compradora na MRN, onde viveu duas fases: de 2004 a 2015, quando saiu da empresa, e retornou em 2020, para reforçar o time de Compras durante a pandemia. Yanto saiu da terceirizada e foi contratado para a área de Projetos da MRN em 2008 e, desde 2020, passou para a gerência de Infraestrutura da empresa. Paralelamente, a família também foi crescendo com os nascimentos dos filhos José Luis, 13 anos, e Pedro, 7 anos. 

Com a oportunidade do teletrabalho na empresa, o casal passou a morar em Belo Horizonte em dezembro do ano passado. “Para a gente, nunca foi problema trabalhar na mesma empresa porque pouco comentamos questões de trabalho e fica tudo certo. E a MRN tem relação direta com a nossa vida toda, pois foi por eu trabalhar lá e o Yanto trabalhar em uma terceirizada que nos conhecemos. Todos os nossos desafios e conquistas pessoais e profissionais têm uma relação com a mineração, que sempre foi uma escola profissional e de vida, o que nos deixa muito felizes e pela qual temos uma gratidão imensa”, comenta Fabrícia. 

Na vida familiar, são o amor e o respeito na medida certa que mantêm os 17 anos do relacionamento entre Fabrícia e Yanto. “Parece clichê, mas a pura verdade é que só o amor pode fazer qualquer relação durar e, em um casamento, muito amor e respeito. Temos afinidades e divergências também, mas, no geral, amor e respeito equilibram tudo”, completa Fabrícia. 

Fonte: Portal Santarém e Ascom/MRN 

 

 




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