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Santarém(PA), Terça-Feira, 19 de Outubro de 2021 - 09:58
21/01/2020 as 15:40 | Por Da Redação | 723
Mais de 30 toneladas de livros didáticos serão distribuídas aos estudantes da zona rural de Santarém
Livros destinados às escolas da zona urbana são entregues pelos Correios
Fotografo: Reprodução
Secretária Mara Belo explica que cabe à Semed entregar os livros em perfeito estado

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), por meio do setor de Livros Didáticos e Literários, finaliza o processo de organização de 31,35 toneladas de livros que serão distribuídos ao sistema municipal de ensino, às escolas das regiões de rios e de planalto.  Os livros destinados às escolas da zona urbana são entregues diretamente pelos Correios.

De acordo com o censo 2019, estão matriculados no ensino fundamental menor, que corresponde às séries iniciais do 1º ao 5º ano, 11.199 alunos e cada um vai receber um kit com livros de Matemática, Português, Geografia, História, Artes e Ciências. A entrega dos livros exige uma logística específica, considerando os cuidados e o peso, pois cada um dos kits pesa 2,8 kg, multiplicado pela quantidade de alunos somam-se 31,35 toneladas.

O coordenador do setor de livros didáticos e literários da Semed, professor José Mário, informou que antes do início das aulas deste ano os livros serão entregues às escolas. Quanto aos livros do ensino fundamental maior, de 6º ao 9º ano, está prevista a chegada para o segundo semestre.

O coordenador da Divisão de Transporte da Semed, Adson Lira, confirmou que os livros começam ser entregues a partir do início do mês de fevereiro. Adson explicou ainda que a distribuição envolve logística específica, obedecendo a um cronograma estabelecido pela Secretaria de Educação. 

A titular da pasta de Educação, Mara Belo, explicou que cabe à Semed entregar os livros em perfeito estado. Em seguida, conta-se com a gestão de cada uma das escolas, para que os livros cheguem às mãos do professores e do aluno sem extravios.

Além disso, a secretária solicitou o empenho de todos os gestores quanto à guarda, conservação, registro do procedimento de entrega, assim como o recolhimento ao final de cada ano. Além disso, uma atenção muito especial ao final do ciclo de vigência dos livros que estão sendo entregues. Segundo Mara Belo, as escolas do campo vão entregar os livros aos pais e responsáveis mediante uma boa conversa e orientação, para que tenham o máximo de cuidado, visando à conservação.

A secretária, também, explicou que a cada final de ano os livros serão devolvidos às escolas, que vai guardar, organizar mediante um trabalho de conservação e no ano seguinte, o mesmo livro será entregue novamente aos pais e responsáveis, e assim sucessivamente até completar quatro anos, quando o aluno já vai poder ficar com o livro.   

Para a secretária, os cuidados com os livros vão representar economia de recursos que são pagos a partir dos impostos recolhidos pelo pelo cidadão brasileiro. Segundo ela, de acordo com as informações do  Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) que é um dos maiores do planeta, em valor financeiro e em número de atendimento, em 2017, para atender o Brasil inteiro, foram investidos R$ 1.295.910.769,73, com a aquisição de 152.351.763 exemplares, beneficiando 29.416.511 de alunos em 117.690 escolas públicas do país.

Por isso, cada cidadão esteja onde estiver precisa cuidar dos livros junto com a Semed e com as escolas, para que a política nacional do livro alcance a excelência que precisa para contribuir com a garantia do direito de aprendizado dos alunos de Santarém e do Brasil e na democratização do acesso a informação e a cultura, em especial na isonomia pedagógica dos alunos.

O assessor educacional da Semed, professor Marcos Gentil, informou que os livros entregues em 2020 resultam de planejamento, preparação e investimento que iniciaram em 2017, quando foi decidido pelo Governo Federal o acréscimo de um ano ao ciclo do livro que antes era de três anos. Segundo ele, o PNLD teve uma renovação em vários aspectos, especificamente, no ciclo de vigência do livro em termos de circulação no contexto da escola. Isso representa maior vida útil, mediante recomendações para que as escolas mobilizem seus alunos com relação ao manuseio, de maneira a contribuir com a vida útil dos livros para que outros alunos os utilizem nos anos consecutivos.

Gentil comentou que desde 2017 houve descentralização sobre a escolha dos livros, que antes era competência das secretarias dos estados e dos municípios, mas a partir desta data ficou a cargo das escolas, com a efetiva participação dos professores das mais diferentes áreas do conhecimento. 

Segundo ele, do ponto de vista pedagógico isso representa mais possibilidade para que as escolas possam  trabalhar nas diferentes áreas e que as obras sejam escolhidas por um grupo mais representativo e legítimo da sociedade. “Entende-se que os professores que estão no dia a dia da escola, responsáveis pelas disciplinas são pessoas legitimadas para fazer essa escolha, reconhecida pela política nacional do livro no sentido de fortalecer a autonomia das escolas”, ressaltou.

Gentil disse ainda que as mudanças contemplam as pautas globais outrora invisibilizadas como ideologia de gênero, que é bastante polêmica e temas emergentes como meio ambiente, com a proposta de mais discussão e reflexão, não apenas do ponto de vista técnico, mas do ponto de vista político.

“São temas presentes na sociedade independente de convicção político-partidária. Estão presentes nos diferentes espaços sociais e uma das formas de atender essas demandas é por meio do livro didático e da problematização que os professores fazem dos conteúdos presentes nos livros”, ressaltou.

O pedagogo, na condição de professor, em relação aos debates que se estabelecem no país diz que a escola não pode ser uma ilha. Muitas vezes a escola representa o único espaço de formação e informação às crianças e aos adolescentes.

“Precisamos problematizar discussões e trazer temas emergentes, do cotidiano da sociedade a exemplo do meio ambiente, sexualidade, as questões sócio emocionais, como o suicídio e todas as temáticas como prevenção”, ressaltou.

Marcos Gentil, todavia, disse que a comunidade escolar também precisa lidar com essas questões com os devidos cuidados e manejos adequados, levando em consideração a faixa etária, o ciclo, o meio social, ou seja, um conjunto de fatores que vão oferecer condições e instrumentos para explorar determinado conteúdo, de acordo com a legislação, costumes e cultura, de maneira que as pautas da sociedade estejam conectadas com a escola, considerando o trabalho pedagógico que esses temas exigem. Com informações e foto da Agência Santarém.

Fonte: Portal Santarém      

 

 




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