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Segundo os Bombeiros, 96 incêndios ocorreram em áreas de vegetação, 34 em edificações, 21 em transportes e 64 em outros ambientes

Um levantamento feito pelo 4° Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) aponta que no período de 01 de janeiro de 2020 a 09 deste mês de setembro, Santarém registrou 215 incêndios nas zonas rural e urbana. Destes, segundo o Corpo de Bombeiros, 96 incêndios ocorreram em áreas de vegetação, 34 em edificações, 21 em transportes e 64 em outros ambientes.

De acordo com o cabo BM, Júlio César Galúcio, na Amazônia 99% dos incêndios são de origem humana. O Corpo de Bombeiros orienta a população a não iniciar um incêndio, para evitar uma tragédia.

“As causas de incêndios florestais vão desde queima para limpeza de terrenos, renovação de pastagens, fogueiras de caçadores e pescadores, causas agropastoris, até incêndios criminosos. Os caras colocam de propósito no seu terreno e perdem o controle. Usam o fogo para limpar o roçado ou aumentar o pasto e não fazem o aceiro em suas extremidades. Deixam o fogo em contato com a floresta e perdem o controle. É muita gente fazendo isso e pouco fiscalizador”, revela Cabo Galúcio.

Em nível de Brasil, segundo ele, 95% dos incêndios também são de causas humanas. Ele revela que no cerrado, 5% dos incêndios ocorrem de causas naturais, sendo ocasionados através de combustão espontânea, como a queda de raios, diferente da Amazônia por ser mata úmida.

“Na Amazônia esse tipo de ocorrência é difícil devido a mata ser úmida, não tendo como um raio atingir o solo, porque não estará tão seco. A maioria dos incêndios na Amazônia são causas humanas mesmo. Então, o que a gente fala pra população é não iniciar, porque o combustível está lá, que é a floresta. Não se pode acender a primeira faísca com palitos de fósforos ou isqueiro, tanto faz se é pra limpeza de terreno”, indica Cabo Galúcio.

O militar ressalta que existem algumas pessoas que deixam o mato crescer no terreno, e quando chega essa época do ano, eles colocam fogo e perdem o controle. “Por isso que é importante não iniciar e procurar uma forma de limpeza que não utilize o fogo. Se a pessoa for caçar ou pescar, que faça aceiro em volta de sua fogueira, limpe e não deixe em contato com esse combustível morto, que é o mato e a folha seca, que tem no solo amazônico”, aponta Cabo Galúcio.

CONSEQUÊNCIAS

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a expressiva elevação de focos de incêndio está gerando consequências nocivas ao meio ambiente e levando fumaça para a zona urbana de Santarém, provocando danos à saúde da população, principalmente idosos e crianças. A população que entra em contato com a fumaça e fica vulnerável a problemas de saúde. A procura por atendimento principalmente ligado a problemas respiratórios aumenta nesta época do ano, nos hospitais da cidade. Além disso, as queimadas reduzem a visibilidade das estradas e do aeroporto Maestro Wilson Fonseca.

Por: Manoel Cardoso

Fonte: Portal Santarém