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Santarém(PA), Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2024 - 07:30
16/11/2023 as 17:40 | Por Redação |
Nuvem de fumaça: médico alerta para a importância da prevenção
De 1º de outubro a 8 de novembro, as UBS's registraram mais de 200 casos de síndromes respiratórias associadas à inalação de fumaça.
Fotografo: Agência Santarém
Nas últimas semanas, Santarém tem sido afetada por uma densa nuvem de fumaça

Nas últimas semanas, Santarém tem sido afetada por uma densa nuvem de fumaça, causando grande preocupação entre os moradores. No período de 1º de outubro a 8 de novembro, as Unidades Básicas de Saúde da zona urbana, assim como as das áreas de rios e planalto, registraram um total de 209 casos de síndromes respiratórias associadas à inalação de fumaça. Além disso, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, já foram atendidos 17 pacientes até o momento. Diante desse cenário, o médico Eduardo Cardoso, que atua na UPA, fez algumas orientações sobre os cuidados que a população deve adotar. 

 

O Dr. Eduardo explica a importância de proteger as vias respiratórias diante da nuvem de fumaça, pois, de acordo com ele, "a queima das micropartículas presentes na fumaça, a partir da inalação, vão adentrar nas vias áereas respiratórias e podem causar danos".  

 

De acordo com o médico, os grupos mais vulneráveis são aqueles que já possuem doenças pulmonares pré-existentes, como doença pulmonar obstrutiva crônica e asma. Para proteger as vias aéreas respiratórias, o médico dá duas opções: 

"O uso de máscaras cirúrgicas, que são as mais indicadas, como aquelas utilizadas no pronto atendimento, ou máscaras N95. No entanto, é importante ressaltar que essas máscaras não oferecem uma proteção completa, permitindo a passagem de ar, que muitas das vezes tem o gás carbônico em maior quantidade que vai prejudicar a respiração de qualidade", enfatizou. 

 

Algumas pessoas optam por utilizar panos umedecidos, porém eles são mais indicados para ambientes secos, pois umidificam o ar sem impedir a entrada de gases na via aérea respiratória. 

 

"A forma mais efetiva de prevenção é evitar o contato direto com a fumaça. Se você está em uma área com fumaça em nível acentuado, ficar dentro de casa, se for possível, é o mais indicado", orientou o médico. 

 

O médico alerta que, como consequência da inalação da fumaça, é comum o surgimento de sintomas como tosse e chiado no peito. Devido à dificuldade na troca respiratória, o nível de gás carbônico aumenta e o de oxigênio diminui, e as pessoas com comprometimento respiratório, geralmente, apresentam uma baixa na saturação de oxigênio, ficando abaixo da taxa de 95%, que é indicada para a população jovem. 

 

"Quando a pessoa identificar o uso de musculatura acessória, como puxar mais a costela para respirar, é indicado buscar atendimento na UPA 24 horas", alertou. 

 

A inalação constante da fumaça pode agravar, também, doenças respiratórias crônicas e causar danos irreversíveis devido ao acúmulo de dióxido de carbono ou monóxido de carbono. O médico enfatiza que os grupos mais vulneráveis e que devem ter cuidados redobrados são crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças pulmonares crônicas. 

 

"É fundamental utilizar máscaras adequadas ao sair de casa, principalmente, para pessoas com problemas respiratórios pré-existentes", afirmou. 

 

A titular da Semsa, Irlaine Figueira, destaca a importância da população procurar ajuda médica.  

 

"Em caso de desconforto respiratório, a orientação é buscar a UPA, onde nossos profissionais realizarão a inalação e todos os procedimentos necessários para minimizar o impacto dessa situação na saúde da população. Além disso, reforço a importância de denunciar casos de queimadas. Juntos, podemos agir para preservar a saúde de todos", enfatizou. 

 

Por: Ândria Almeida, com colaboração de Katrine Bastos/Ascom-Semsa  

Fonte: Portal Santarém 

 




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