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21/10/2023 as 08:56 | Por Redação |
Exposição Artística “Altar Urbana” leva acessibilidade para alunos da Ufopa com deficiência
Anderson Pereira, artista plástico responsável pela instalação, preparou o espaço para todos os públicos
Fotografo: Reprodução
A obra é inspirada na ancestralidade, encantados da Amazônia e nas entidades caboclas: Mariana, Jarina e Herondina

“Eu nunca tinha participado de uma exposição artística como essa, ele teve todo cuidado em trazer acessibilidade. Eu consegui imaginar cada detalhe. Foi uma experiência inesquecível”, disse Sabrina Kelly Santos, com deficiência visual e é estudante de direito da Universidade Federal do Oeste do Pará. Ela e mais alguns estudantes da Ufopa estiveram no Centro Cultural João Fona, na instalação artística “Altar Urbana: Da Floresta à Cidade, onde as encantadas se encontram”. A obra é inspirada na ancestralidade, encantados da Amazônia e nas entidades caboclas: Mariana, Jarina e Herondina. 

  

Para Anderson, a acessibilidade na instalação artística é crucial para garantir que pessoas com diferentes necessidades possam participar plenamente da experiência. Ele enfatiza que o principal objetivo é promover a inclusão, diversidade e igualdade, permitindo que um público mais amplo tenha acesso e desfrute da expressão cultural, contribuindo para uma sociedade mais justa e consciente. 

  

“Quando uma pessoa com deficiência tem a oportunidade de visitar uma exposição artística acessível, ela pode experimentar uma sensação de inclusão e pertencimento. A acessibilidade permite que a pessoa explore e aprecie as obras de arte de maneira independente, sem barreiras, proporcionando uma experiência mais rica e significativa. Além disso, isso contribui para a quebra de estigmas, promovendo a conscientização de que a arte é para todos, independentemente das necessidades individuais”, disse o artista. 

  

Sabrina nunca tinha visitado uma exposição onde fosse possível entender o conceito da obra por meio da leitura em braille. Segundo ela, é muito importante que os fazedores de cultura entendam a importância das PCDs terem acesso digno.  

  

“Viemos ao museu e vivemos uma nova imersão. Cada um que veio pode ser atendido. Eu li em braille e toquei os objetos, teve colega com baixa visão que pode acessar também, além dos cadeirantes com facilidade de locomoção na sala. Estão de parabéns”, enfatizou a universitária.  

  

A visitação na instalação se estenderá até dia 3 de novembro. O Centro Cultural fica aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Todos os detalhes do projeto podem ser vistos nas redes sociais do artista - @anderson.pereira.21 

  

Novas experiências - Uma pessoa com deficiência (PCD) que visita uma instalação artística pela primeira vez, onde se tem as diretrizes de acessibilidade, pode experienciar uma gama de emoções, incluindo curiosidade e entusiasmo.   

  

O “Altar Urbana” oferece a esse público um senso de pertencimento e apreciação pela oportunidade de participar plenamente na experiência artística. De acordo com Keké Bandeira, assessora de acessibilidade cultural do projeto, o projeto foi pensando na pessoa com deficiência não como telespectadora e, sim, como integrante dessa percepção artística. “Esse público consegue sentir por meio da obra do Anderson de como é ser amazônida neste espaço, neste momento, habitando um corpo com deficiência”, explicou.  

  

A Instalação leva inclusão cultural, valorização da diversidade, conscientização, educação inclusiva, estímulo à criatividade e empoderamento. 

  

Encantados - Os encantados da Amazônia são seres míticos e espirituais, frequentemente presentes nas tradições folclóricas e culturais das comunidades amazônicas. Essas entidades são consideradas guardiãs da floresta e os seus habitantes, representando uma conexão profunda entre a natureza e as crenças locais. Os encantados podem assumir diversas formas, muitas vezes associadas a animais da região, como botos, cobras, curupiras ou outros seres da floresta.  

  

A ligação entre as crenças dos encantados da Amazônia e as concepções afro religiosas, como o Candomblé ou a Umbanda, é muitas vezes uma expressão da riqueza da diversidade cultural e espiritual no Brasil, especialmente nas regiões amazônicas. 

  

MiniBio: Artista Plástico e Antropólogo. Mestre e Doutorando em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Graduação em Antropologia pela Universidade Federal do Oeste 

Serviço: Projeto premiado por meio do "Edital Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura - 2023, da Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP). Conta com o apoio do Centro Cultural João Fona, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Santarém. 

 

Por: Natashia Santana 

Fonte: Portal Santarém 

 

 

 




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