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Santarém(PA), Sábado, 15 de Maio de 2021 - 00:51
10/04/2021 as 09:01 | Por Redação | 385
Diretor da FAI: “Não acredito na eficácia do lockdow, e mesmo com pandemia não fizemos demissão"
Para o professor, o maior drama de sua e de outras empresas é que apesar da Covid-19, o pagamento dos impostos e encargos continuam normais
Fotografo: Reprodução
Abel Huiapuan diz que não está sendo fácil a FAI lidar com essa onda de constantes decretos

A pandemia vem provocando um efeito avassalador nas finanças de várias empresas em Itaituba, no Pará, em todos os ramos de atividade. Mas uma das mais prejudicadas vem sendo no setor privado da educação. A Faculdade de Itaituba (FAI) antes do surgimento da Covid-19 tinha cerca de três mil pessoas estudando em todos os seus cursos. Atualmente a FAI está contando com apenas 900 alunos, uma significativa redução que obrigou a direção a buscar novas estratégias administrativas para não comprometer suas atividades. 

Não está sendo fácil a FAI lidar com essa onda de constantes decretos seja de ordem estadual ou municipal, que mais confunde do que orienta a população, na opinião do professor MBA Abel Huiapuan, diretor geral da instituição de ensino Superior. Para o professor, o maior drama de sua e de outras empresas é que apesar da Covid-19, o pagamento dos impostos e encargos continuam normais, o que aumenta ainda mais as dificuldades para gerenciamento das inadimplências inevitáveis. 

Apesar de todos esses problemas causados pela pandemia, a FAI que hoje é a empresa que mais gera emprego na cidade (tem 148 colaboradores), não promoveu nenhuma demissão, já que alguns professores desligados foram em função do declínio e iminente fechamento dos cursos de Letras, História e Pedagogia, por falta de alunos (as) suficiente para formar turmas. O diretor lamenta o fechamento dos cursos que durante muitos anos formaram muitos profissionais que hoje estão exercendo suas atividades docentes em Itaituba e em várias regiões do pais. 

Sobre a exigência do ensino ONLINE, o diretor da FAI disse que essa medida é inócua, não resolve nada, lembrando que isso vem sendo feito desde o ano passado e não tem surtido efeito. Quanto às mortes por Covid-19, vitimando professores, o Diretor também ressalta o aspecto de que eles e elas não morreram em sala de aula nem nas escolas, morreram mesmo tomando todos os cuidados e se isolando dentro de suas casas. Justifica sua opinião explicando que a FAI tem seguido ao pé da letra as recomendações feitas, já que dividiu as salas apenas por vinte e cinco alunos, outra quantidade menor em salas pequenas, assegurando que no interior da Faculdade não houve ainda nenhuma contaminação, embora admita que a pandemia está mandando tudo pras nuvens. 

Abel Huiapuan não é a favor das aulas online,  prefere a presencial,  mas que mesmo assim está respeitando os decretos que impedem as aulas presenciais e está aguardando liberar novamente para reiniciar as aulas presenciais.  crítica do diretor geral da FAI quanto a não dá certo o ensino online é que em Itaituba não tem internet, gerando ai um sério problema porque mesmo a FAI tendo oferta de internet geralmente os acadêmicos não tem internet. Atualmente a instituição conta com 60 alunos (as) bolsistas. 

Embora a FAI esteja enfrentando dificuldades também com inadimplência alta, o diretor assegura que dois novos cursos de alto nível estão sendo solicitados junto ao MEC, já que os que foram fechados, foi por motivos alheios à instituição de Ensino Superior, haja vista que foi por falta de demanda de alunos(a). 

Quanto ao Lockdow, o professor disse que se todos os funcionários públicos (federal, estadual e municipal) abrissem mão pra ficar em casa, daria certo. "Mas, como quem não tem renda própria, que sobrevive de bico ou tem algum negócio autônomo vai sobreviver?", questiona Abel Huiapuan. 

Por: Nazareno Santos 

Fonte: Portal Santarém  

 




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