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Santarém(PA), Terça-Feira, 19 de Outubro de 2021 - 08:29
13/10/2021 as 07:55 | Por Redação | 398
Ultimamente tem sido bastante arraigado a evocação a Deus pelos políticos. Claudomiro é um exemplo
É exatamente nessa crença dogmática que os políticos ladinos encontram o caminho das pedras para auferir benefícios políticos
Fotografo: Reprodução
Artigo de Pierre Ramalho fala sobre uso do nome de Deus por políticos

Sem adentrarmos no mérito teológico da fé, acredito que concepções equivocadas da ética em sua formação religiosa pela vivencia junto à Prelazia do Xingu, faz com que ele acredite mesmo que Deus realmente corrobora com a trajetória de sua vida pública, o que seria um despropósito, afinal, sua história de homem público mostra que ética e moral são valores por ele solapados.  

 

O nome de Deus nunca dantes foi tão exaltado e blasfemado quanto tem sido pela banalização de sua exaltação demagógica para atender objetivos políticos.  

 

Nas grandes crises e, esta é a nossa realidade atual, culturalmente o povo costuma hipostasiar, ou seja, criar no seu imaginário que o poder transcendental de Deus sobre tudo o que acontece no universo, também vai interferir no nosso mundo político, corruptível.  

 

Embora discordando, não questiono o dogmatismo dessa concepção equivocada das relações de Deus com a humanidade, no entanto, é exatamente nessa crença dogmática que os políticos ladinos encontram o caminho das pedras para auferir benefícios políticos. 

 

Normalmente, nas crises, a religiosidade das pessoas é aguçada. Obviamente em uma população com alto índice de alienação política, de forte religiosidade como é a nossa, demonstrar fé em Deus, literalmente é ter um cabo eleitoral de força imensurável. Não é à toa que o Bordão político “Deus, Pátria e família” cujos valores éticos e morais advêm do ideário cristão, de forma apologética vem sendo usado em quase todas as manifestações políticas por essa gente, afinal, ao dar um testemunho público de sua fé em Deus o político passa para o povo a imagem de homem norteado pelos princípios éticos e morais do cristianismo. Quiçá fosse assim!  

 

Exceções à parte, nós sabemos que não é, entretanto, a população imantada pela hipocrisia assume o papel ridículo de “Me engana que eu gosto” outorgando poder a esses fariseus que atribuem à sua ascensão política um propósito de Deus, quando na realidade pelo que se conhece dos bastidores do submundo do jogo político este proposito tem muito mais haver com o dedo de Satanás, do que, com o dedo de Deus. Afinal, o inferno está repleto dessa “buona gente”! 

 

Fonte: Portal Santarém 

 

 




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