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Santarém(PA), Segunda-Feira, 27 de Setembro de 2021 - 22:23
25/03/2021 as 07:35 | Por Redação | 3937
Série Lago Grande do Curuai. Parte I
A rota da decadência: PAE ilegal, representatividade ilegítima para boicotar empreendedores e implantar agenda da esquerda sindicalista
Fotografo: Reprodução
Artigo de Edward M. Luz, Cientista Social

Com um longo histórico de busca pelo progresso e desenvolvimento, a outrora próspera região do Lago Grande do Curuai, apesar de rica e promissora vem sendo progressivamente empobrecida por estratégias da agenda sindicalista e ecossocialista como a imposição de um Projeto de Assentamento Agroextrativista ilegal, imposto pela vontade de lideranças da esquerda sindicalista que fortalecida pelos governos do PT nas três esferas do poder para pôr em prática um experimento de gestão territorial ecossocialistas retrogradas e sabidamente fracassadas. Entenda aqui o experimento socialista em voga no Lago Grande. 

Em meio a maior pandemia de todos os tempos que ceifa a vida de alguns de seus moradores, espalha medo e gera recessão, e ainda enfrentando as constantes quedas de energia e frequentes interrupções do serviço de internet, ocasionado em parte pelas fortes chuvas deste rigoroso inverno, os moradores da Vila ou Distrito de Curuaidistrito da região do Lago Grande em frente Santarém, gostariam de ter muitos outros motivos para celebrar o seu 121º aniversário de sua elevação à categoria de Vila. Refletindo sobre a sua longa história e buscando motivos para comemorar encontram apenas a luta de grandes homens e mulheres do passado cujo legado de vitórias e avanços assegurados em décadas atrás, encontram-se cada vez mais ameaçado.  

A longa busca por progresso e desenvolvimento da localidade de Curuai remonta ainda aos longínquos e primeiros anos dos contatos entre os descendentes dos colonizadores asiáticos, tecnicamente identificados por ameríndios Curuaís, com a leva dos recém chegados colonizadores europeus ou seus descendentes neobrasileiros cujo heróico empreendimento colonizatório espalhava-se já em meados do século XVIII por rios, igarapés e os mais recônditos rincões do interior da província do Grão-Pará, chegando à aldeia dos Curuaís. 

Estimulados pela natural curiosidade humana e pelo impulso por progredir e desenvolver-se em busca de melhorias, novas tecnologias ou mesmo pela busca de área para que pudessem sobreviver da agricultura de subsistência, homens e mulheres das três principais matrizes étnicas decidiram unir-se por laços de afinidade e matrimônio para juntos, formarem o que veio a ser a enorme e crescente sociedade mestiça curuaiense. Foi pela inteligência e desejo de empreendimentos progressistas que a sociedade cresceu contando hoje com não menos que 15 mil eleitores, 34 mil habitantes dispersos em mais de 100 comunidades que se espalham por uma área de 3.653 km², com mais 13 mil hectares de pastagens naturais e artificiais, onde já pastaram mais de 30 mil cabeças de gado. que bem poderia abrigar importantes projetos de desenvolvimento.