Fotografo: Reprodução
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Além de melhorar a qualidade de vida, programa põe fim a um período sombrio de dificuldades

Centenas de famílias das comunidades Centro do Aritapera e Carapanatuba na Região de Várzea já podem contar com água potável em suas residências, através do projeto Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água para Consumo Humano, denominado Salta-Z. Pessoas que diariamente percorriam longas distâncias em busca da água para manter atividades básicas de subsistência comemoram a chegada da água limpa e de boa qualidade. Além de melhorar a qualidade de vida, a chegada do programa nas comunidades representa a perspectiva de mais investimentos e o fim de um período sombrio de dificuldades. A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semap) coordenou a ação em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). 
"É o compromisso desde o inicio da gestão, investir em saneamento básico para que os nossos munícipes tenham água potável em suas casas. Melhorar a qualidade de vida da nossa gente é nossa meta principal, por isso o nosso esforço é contínuo", destacou o secretário da Semap, Bruno Costa.
Os moradores das comunidades aprovaram o projeto. Como é o caso da moradora do Centro do Aritapera, Josefina Cardoso. "Esse era um sonho antigo da população que felizmente foi concretizado. A luta durou vários anos, e no governo atual conseguimos sanar esse problema. Todos estão de parabéns pelo feito", comemorou.
O trabalho já está concluído e será os próprios moradores que farão o monitoramento de todo o processo. Isso envolve a colocação de cloro, a verificação da bomba que traz a água do rio, limpeza da caixa d'água e demais ações, que envolvem o processo de tratamento da água. 
 
Como funciona o Salta Z?
Desenvolvida por técnicos da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), a tecnologia tradicional, de baixo custo e fácil operação, contém filtro e dosadores em que a construção e montagem são artesanais, seguindo o princípio de sustentabilidade, utilizando materiais ecologicamente corretos e que custam cerca de 25% menos que os modelos tradicionais. Todo o material utilizado na instalação pode ser adquirido no próprio comércio local, daí a praticidade da tecnologia pioneira.
O sistema funciona com uma bomba que retira água do rio, para ser tratada e torná-la potável para consumo humano.
A água é puxada e antes de chegar na caixa d'água entra em contato com partilhas de cloro, chega na caixa d'água de 5 mil litros, passa por decantação para eliminar impurezas e materiais pesados, como ferro e manganês e por último passa pela filtragem que deixa a água sem bactérias e materiais pesados, pronta para consumo.
Fonte: Portal Santarém e Agência Santarém