Fotografo: Reprodução
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Enfermeira Alzerina Sarmento escreveu dois capítulos e esteve na cerimônia de divulgação

A obstetrícia do Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Toletino Sotelo (HMS) faz parte do livro lançado na última segunda-feira, 29 de outubro, na Escola de Enfermagem Anna Nery, no Rio Janeiro. A obra é resultado de uma qualificação realizada pelo projeto Rede Cegonhado Ministério da Saúde, que foi iniciado em 2014. O Pará teve uma única representante: a enfermeira obstetra Alzerina Sarmento, que atua no HMS, escreveu dois capítulos e esteve na cerimônia de divulgação.

O livro mostra as novas condutas praticadas no atendimento obstétrico. Alzerina Sarmento é uma das contribuintes na produção dos indicadores da saúde materna no País. Ela conta que a ida ao Rio de Janeiro foi o momento de culminância para materializar todo esse processo de implantação desse novo modelo de assistência ao parto. 

A enfermeira aponta na obra os caminhos da implantação dessas ações dentro da Obstetrícia do HMS e relata o trabalho feito em um Hospital de Manaus (AM). “O livro começou a ser escrito a partir do curso de qualificação que as enfermeiras selecionadas pela Rede Cegonha realizaram. Eu estou muito feliz e honrada por ser parte desse projeto e poder praticar o parto humanizado junto dos meus colegas diariamente”, enfatizou.

ASSISTÊNCIA AO PARTO

Atualmente, o HMS atua acima da capacidade de atendimento no setor da obstetrícia. Em média são realizados 350 partos para 42 leitos. Na última quarta-feira, 23 de outubro, por exemplo, o setor estava com 62 grávidas. “Mesmo em meio à superlotação, a nossa equipe trabalha com todo o esforço para proporcionar o atendimento humanizado. Obedecendo a conduta preconizada pelo Mistério da Saúde no que diz respeito ao parto”, destacou o Dr. Itamar Júnior, diretor geral da Unidade.

O objetivo da Rede Cegonha é garantir saúde, qualidade de vida e bem-estar durante a gestação, o parto, pós-parto e o desenvolvimento da criança. “O que fazemos é prezar pela liberdade dessas gestantes que, por meio da nossa orientação, encontram a melhor forma de ganhar o bebê. A gente faz a escuta qualificada e com toda atenção necessária para esse momento”, disse Alzerina.

O principal objetivo da qualificação é apresentar os efeitos positivos após a introdução dessas práticas dentro do HMS e outros hospitais e maternidades do País. “Ao final do curso, os profissionais obstetras tornam-se germinadores dessas novas práticas. Hoje eu sou militante, trazendo empoderamento para essas mulheres saberem da força que elas têm resgatando a cultura do parto fisiológico”, concluiu a enfermeira.

NOVAS AÇÕES

Direcionados pelo Ministério da Saúde, a Rede Cegonha conduz para a humanização dos atendimentos, optando sempre pelo bem-estar da mamãe e do bebê. Dentro do HMS existe uma sala de pré parto, com bolas de ginastica junto aos banhos para o relaxamento da paciente.

Também é garantido o cuidado com alimentação para manter saudável no momento do parto, com direito a um acompanhante e garantindo à paciente a decisão pela melhor forma de parir. Tudo através da orientação das enfermeiras.

REDE CEGONHA

A Rede Cegonha é um projeto do Ministério da Saúde lançado desde 2011, a proposta qualifica os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no planejamento familiar, na confirmação da gravidez, no pré-natal, no parto e durante os primeiros anos da criança.

Desenvolve diferentes ações voltadas para a formação e capacitação de Enfermeiras Obstétricas. Profissionais esses que são estratégicos para mudança no modelo de atenção obstétrico e neonatal. As atividades desenvolvidas estão presentes em estados das cinco regiões do país, nas modalidades de Residência, Especialização e Aprimoramento em Enfermagem Obstétrica. Com informações e foto de Natashia Santana.

Fonte: Portal Santarém