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Santarém(PA), Terça-Feira, 07 de Dezembro de 2021 - 18:25
03/08/2021 as 13:13 | Por Redação |
MPPA instaura procedimento para acompanhar situação no Aterro do Perema
Promotoria ouviu todos os relatos relacionados aos problemas decorrentes do aterro
Fotografo: Reprodução
Promotora Lilian Braga durante reunião no MPPA, na segunda-feira (02), com representantes das comunidades afetadas

A 13ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Santarém reuniu na segunda-feira, 02 de agosto, com representantes das comunidades afetadas pelo aterro do Perema, especialmente pelo grande volume de fumaça e do mal cheiro que está prejudicando o entorno. A promotoria instaurou procedimento para acompanhar a situação. 

A reunião foi conduzida pela promotora de Justiça Lilian Braga e contou com a participação de representantes do Conselho Municipal de Saúde, Conselho Municipal de Saneamento, União de Entidades Comunitárias de Santarém (Unecos), Sindicato dos Médicos do Pará e das comunidades Jacamim, Estrada Nova e Cristo Rei, além da vereadora Biga Kalahare. 

Há uma semana moradores das comunidades fizeram um protesto e bloquearam a entrada de novos caminhões de lixo no local, por conta da fumaça intensa. A prefeitura passou a despejar o lixo no bairro Vigia e recorreu à justiça, que determinou o desbloqueio do Perema, mas o problema persiste. 

A promotoria ouviu todos os relatos relacionados aos problemas decorrentes do aterro, que atinge sete comunidades do entorno, com cerca de duas mil famílias. A fumaça intensa que está ocorrendo no local provoca doenças, no período das chuvas a barragem de chorume desce até o rio, não há tratamento adequado ao lixo hospitalar, há presença de urubus e roedores e outros problemas relatados. 

De acordo com a promotora de Justiça Lilian Braga, a complexidade do problema exige avaliações técnicas. Foi solicitado ao sindicato dos Médicos e ao Conselho Municipal de Saúde que encaminhem ao MPPA os relatórios e documentações que já possuem. Solicitou ainda que a vereadora Biga Kalahare leve a discussão para a Câmara Municipal em relação à legislação municipal e área que possa receber o aterro sanitário. 

O MPPA já oficiou à Secretaria Municipal de Saúde, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros para que prestem informações sobre quais as providências já foram adotadas para solucionar o problema. Até sexta-feira (6 de agosto), a promotoria deve informar aos que estiveram na reunião sobre os encaminhamentos em relação aos problemas denunciados. 

Texto: Lila Bemerguy/MPPA  

 




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