Fotografo: Reprodução
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Cápsula tem como base de sustentação tubos em PVC que conectados formam um cubo

O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), gerenciado pela Pró-Saúde em Santarém, em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), criou um modelo de cápsula para ser utilizada no auxílio do tratamento de pacientes com o novo coronavírus (Covid-19). O método visa minimizar a evolução dos pacientes da Covid-19 para intubação, proporcionando melhora nas trocas gasosas e alívio dos sintomas, evitando complicações da intubação e reduzindo o tempo de internação.

O novo dispositivo será utilizado em conjunto com o Bipap, aparelho de ventilação não invasiva. Como este dispositivo gera aerossóis para o ambiente, não estava sendo utilizado pelo hospital nos pacientes com coronavírus, uma vez que o risco de contaminação aumentaria, com a dissipação das partículas contaminadas no ar. Agora, com as cápsulas, o equipamento poderá ser utilizado, melhorando as condições de tratamento aos pacientes e auxiliando na proteção dos profissionais de saúde, que estão na linha de frente de combate a pandemia no HRBA.

A cápsula tem como base de sustentação tubos em PVC que conectados formam um cubo. A base é envolvida com lona transparente impermeável, e equipada com um exaustor que faz uma pressão negativa no interior, retirando os aerossóis através de um filtro de descontaminação, que tem a função de fazer o ar interno da cápsula sair limpo.

“Com as cápsulas poderemos diminuir o número de pacientes com a Covid-19 que evoluem para intubação e ventilação mecânica. Poderemos utilizar o Bipap de ventilação não invasiva, e assim estaremos salvando mais vidas, possibilitando assistência médica a um maior número de pacientes que chegam ao nosso hospital com disfunção respiratória. O equipamento poderá ser utilizado com segurança, pois a cápsula funciona como uma barreira e possui filtros que exalam o ar já descontaminado para o ambiente”, explica o idealizador das cápsulas, Jonas Rocha, que atua na coordenação de Fisioterapia do HRBA.

O processo de desinfecção do equipamento após uso, foi validado pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HRBA, devido os materiais serem de fácil higienização. Vale ressaltar que o uso da cápsula nos pacientes não substitui a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por parte dos profissionais. Todos seguirão paramentados para atendimento dos pacientes e manuseio do equipamento.

O diretor Hospitalar, Hebert Moreschi, explica que toda alternativa em prol de ampliar o atendimento à população, trazendo resolutividade e aumentando a taxa de recuperados da Covid-19 é sempre bem-vinda. “Esses equipamentos servirão de grande ajuda neste momento, já que os sistemas de saúde, principalmente as UTIs, estão sobrecarregadas em todo o Brasil. Com as cápsulas aumentamos as possibilidades de salvar mais vidas”, reforça.

Leitos para covid-19 no HRBA

O HRBA, unidade do governo do Estado do Pará, que presta atendimento 100% gratuito, é referência no tratamento de casos da Covid-19. A unidade conta com 153 leitos e, com as adequações feitas, possui agora 49 leitos exclusivos para atendimento aos casos da doença, que estão divididos em 27 leitos de UTI Adulto, quatro leitos de UTI Pediátrica, três leitos de UTI Neonatal e 15 leitos de Enfermaria.

Até a manhã desta sexta-feira (15/5), o HRBA, considerando um dos dez melhores hospitais públicos do Brasil, já alcançou a marca de 24 pacientes recuperados após internação relacionada ao novo coronavírus.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

Fonte: Portal Santarém e Ascom/HRBA