Fundador jornalista Jerffeson de Miranda em 10 de janeiro de 2018

Cidadão Repórter

(93)91472925
Santarém(PA), Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2020 - 02:53
29/10/2020 as 08:58 | Por Redação | 743
Denúncia - Construções avançam na Serra do Índio em Santarém (PA)
Expansão imobiliária com casas e condomínios construídos ao lado do paredão da Serra, com pedras penduradas, aumentam o risco de tragédia
Fotografo: Reprodução
Casas estão sendo construídas em área de risco na Serra do Índio

Um problema de cunho social e habitacional é visto por quem caminha próximo a Serra do Índio, no bairro do Amparo, em Santarém, oeste do Pará. No local, a expansão imobiliária com casas e condomínios construídos ao lado do paredão da Serra, com pedras penduradas, aumentam o risco de tragédia.
As construções avançam sobre uma antiga pedreira, na base da Serra. E na parte alta é possível ver pedras aparentemente soltas, que podem colocar em risco os futuros moradores dos condomínios. Algumas delas são bem grandes e têm rachaduras. E parecem penduradas no barranco.
Na parte baixa da Serra, além dos prédios prontos, outros continuam sendo construídos.
A dona de casa, Paula Almeida, moradora do Amparo, conta como as áreas próximas a Serra começaram a surgir. “Nesse local onde tem essas casas e tem outras em construções, há 20 anos funciona uma pedreira. Diariamente, muitos caminhões vinham nesse local para embarcar pedra, areia ou quebradinho (cascalho). Muitas pessoas trabalhavam aí. O Exército também extraiu muito material nesse local. Aí sobraram essas áreas que estão sendo ocupadas de forma perigosa”, revelou Paula.
ACELERAÇÃO DA EROSÃO
Em visita técnica realizada março de 2018, a Defesa Civil Municipal de Santarém constatou que a serra do Índio está oferecendo perigo iminente aos moradores dos arredores. Alvo da ação humana e da urbanização nos arredores, a Serra vem sofrendo um processo acelerado de erosão, principalmente no período chuvoso. Na época, a Defesa Civil revelou que a Serra argilosa está comprometida apresentando mais riscos que em anos anteriores. Para a Defesa Civil, a Serra ‘apodreceu’, por conta de ter três andares, e a parte superior está se desmanchando. Para a vistoria, a Defesa Civil convidou técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), Corpo de Bombeiros, engenheira sanitarista, representante da grande área do Santarenzinho, e a geóloga Tainá Cunha, que confirmou o alto grau de risco. “Ela é uma rocha arenítica com pouca argila na matriz. Isso faz com que seja um material mais instável. Então, o excesso de água, de chuva, de vento, a umidade da região faz com que o material da Serra esteja se desfazendo facilmente. A areia presente vai de fina a grossa e cai com facilidade, podendo romper vários blocos. Um desses blocos pode chegar a uma residência”, explicou, na época, a geóloga Tainá Cunha. 
Por: Manoel Cardoso
Fonte: Portal Santarém
 




Notícias Relacionadas





Entrar na Rede SBC Brasil