Fotografo: Reprodução
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Durante a abertura, o público pôde saber quais são as mãos envolvidas nesta edição do Amazônia Doc

A abertura do 6º Amazônia Doc, no último sábado, 12, foi realizada na Casa Namata, em Belém, com poucos convidados, equipe do festival e apoiadores, que entraram numa live, numa espécie de cerimônia atípica, porém calorosa. Em seguida, a programação teve início com um web-encontro que renuiu realizadores de diversos países da América Latina.

Durante a abertura, o público pôde saber quais são as mãos envolvidas nesta edição do Amazônia Doc, conhecer a estrutura do festival e suas ações neste ano, em que ele chegue num formato 3 em 1, com três mostras competitivas e uma super novidade, uma plataforma de streaming para escoar e mapear a produção audiovisual da Pan Amazônia. Quem não assistiu, ainda pode ver o bate-papo, que está disponível no Youtube do Amazônia Doc no Youtube, e a gente também adianta aqui um pouco do que rolou.

Para a Equatorial Energia, patrocinadora master do festival por meio da Lei Semear, a oportunidade de fomentar o cinema é uma honra para o grupo. “É nosso papel trabalhar no fortalecimento da cultura amazônica e estamos felizes em contribuir com um festival que fala de toda a Pan-Amazônia”, disse João de Deus, Diretor de Marketing da empresa, que também apoia outros eventos culturais no Pará, como a iniciativa Pará Live e o Festival de Carimbó de Marapanim.

Presente na abertura também, Márcio Tuma, que este ano é co realizador do 6º Amazônia Doc, por meio do Instituto Márcio Tuma, destaca que o cinema, além de complementar processos educativos, também aquece a economia local, pois gera espaços de trabalhos a diversos profissionais.

“Quando apoiamos o cinema, apoiamos educação. E dentro do processo histórico em que estamos, é muito importante despertar a atenção das pessoas para estas questões. Entendo que tudo isso é Amazônia Doc, cinema, arte cultura, educação, além de emprego e renda. E somos nós também, apoiando essa realização”, diz o advogado.

Manoel Leite, do Instituto Culta da Amazônia, que assina a realização do festival, reforçou o poder de transformação do Amazônia Doc. “No momento que estoura a pandemia, não apenas fazemos o evento online como também criamos a plataforma AmazôniaFlix, que coloca a produção amazônica no circuito mundial de streamings. Estamos em experimentação, mas a ideia é consolidar essa ferramenta”.

É por meio da AmazôniaFlix que o público pode acessar as mostras do Amazônia Doc e também um acervo de filmes paraenses que está em construção. Basta se inscrever para ganhar 90 dias de acesso gratuito. Anote: www.amazoniaflix.com.br

Zienhe Castro, cineasta e diretora-geral do Amazônia Doc, incitou uma importante reflexão. “Este momento é um desafio para o mundo, imagina para nós que trabalhamos com cinema dentro do contexto amazônico. Acredito que seja um chamado para repensar tudo, então convido para um olhar mais aprofundado sobre a Amazônia como um celeiro de vida, e o cinema dentro disso se recriando e contando nossa história”.

Iniciativa movida a paixão e desafios

A produção do festival é da Z filmes, mas conta com extenso time de apoiadores, como o curso de cinema da UFPA, o SEBRAE e a distribuidora Estrela do Norte e a Elo Company, cujo apoio irá premiar um dos filmes vencedores do 1º Festival As Amazonas do Cinema, agregado este ano à programação do Amazônia Doc, com o Selo Elas de distribuição.

Na abertura, também marcou presença a jornalista Vanessa Vasconcelos, Diretora da Cultura Rede de Comunicação, que anunciou: a partir da próxima semana a TV Cultura do Pará exibirá, entre os intervalos do programa Sem Censura, os 11 filmes dos estudantes que participam da mostra “Primeiro Olhar”, do 1º Curta Escolas, fechando assim o novo formato 3 em 1 do Amazônia Doc. Também prestigiou a abertura, João Pedro Galvão, Assessor da Deputada Estadual Marinor Brito, também apoiadora do festival.

Desde a primeira edição do Amazônia Doc já se passaram mais de dez anos. De lá para cá, os números expressam a relevância do Festival. Foram mais de 300 filmes exibidos, oriundos dos diversos países que integram a Amazônia Legal. Nas atividades de capacitação, o evento facilitou mais de 20 oficinas, que alcançaram mais de 5 mil jovens e adultos. 80 profissionais do cinema, de toda a América Latina, estiveram presentes, entre oficinas, masterclass e debates. Mais de 50 mil pessoas tiveram acesso à todo esse cardápio de fomento à produção cinematográfica pan-amazônica.

Em clima de relembrar e comemorar todo esse percurso, para a abertura do festival, articulou-se esse web-encontro especial entre alguns dos realizadores do audiovisual latino-americano que estavam presentes na primeira edição do Amazônia Doc. Sob a condução dos cineastas Zienhe Castro e Victor Lopes, curadores da primeira mostra competitiva do evento, o grupo debateu a partir da proposta “A Floresta do Cinema e o cinema da Floresta no Século XX e XXI".

Em foco, no bate-papo, uma rica análise de diretores e pesquisadores do cinema e da Amazônia. Afinal, quais são as dificuldades enfrentadas por quem produz audiovisual na Amazônia? E qual é o papel do cinema diante de toda invisibilidade sofrida por povos originários e também na luta pela preservação destas identidades e por uma floresta de pé e harmônica? Estas perguntas nortearam o encontro. Para conferir, acesse o Canal de Youtube do Amazônia Doc, está salva!

Serviço

Para conferir a live de abertura acesse o Canal de Yotube do Amazônia Doc. A programação da 6ª edição vai até o dia 23 de setembro, com mostras competitivas: www.amazoniaflix.com.br e web encontros, oficina e masterclasses transmitidas pelo Canal de Youtube, com retransmissão pela página de Facebook da Equatorial Energia. Mais informações pelo site www.amazoniadoc.com.br.Para conferir a live de abertura acesse o Canal de Yotube do Amazônia Doc. A programação da 6ª edição vai até o dia 23 de setembro, com mostras competitivas: www.amazoniaflix.com.br e web encontros, oficina e masterclasses transmitidas pelo Canal de Youtube, com retransmissão pela página de Facebook da Equatorial Energia. Mais informações pelo site www.amazoniadoc.com.br.

Fonte: Portal Santarém e Equatorial Energia Pará